O Guia de Serviços e Acessibilidade em Estradas de São Paulo tem como foco apresentar a Rede de Reabilitação Lucy Montoro a seus usuários, frequentes e potenciais, e medir a acessibilidade existente na infraestrutura de serviços voltados para a pessoa com deficiência ao longo das rodovias (Anchieta, Anhanguera, Ayrton Senna, Bandeirantes, Carvalho Pinto, Castello Branco, Dutra, Imigrantes, Rodoanel Mario Covas, Washington Luís) que ligam a cidade de São Paulo a oito municípios, pólos regionais de desenvolvimento: Sorocaba, Campinas, Santos, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Marília, São José do Rio Preto e Taubaté.
O Guia foi produzido no segundo semestre de 2009 com visitas aos estabelecimentos existentes nas rodovias contempladas na publicação, avaliando os serviços oferecidos sob a ótica da acessibilidade e capacidade de atendimento do público com deficiência. Acesse no link abaixo a publicação.
GUIA DE SERVIÇOS E ACESSIBILIDADE EM ESTRADAS DE SÃO PAULO
Rede de Reabilitação Lucy Montoro
Quem sou eu
- Carol Violla
- são paulo, sp, Brazil
- Sou Voluntaria da Inclusão Social, e batalho para derrubar os preconceitos.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Patch Adams - O amor é contagioso
A noção que possuímos a respeito do que seria algo "contagioso" nos remete de imediato a doenças e, em seguida, a imagem de médicos, jalecos brancos, hospitais, remédios, internações e tudo que esteja diretamente relacionado a área de saúde. Não é fácil atribuir um símbolo tão intimamente ligado a noção de enfermidades a um outro conceito, aparentemente tão díspar e distante quanto o amor. O título do filme em português nos remete de imediato a uma reflexão ( o que, creio, não foi proposital por parte dos responsáveis) pois nos faz pensar se é possível espalhar "bactérias" ou "vírus" do amor entre as pessoas, infectando-as de boas intenções e proporcionando, dessa forma, melhores ações por parte de todas elas.
Seria, sem qualquer sombra de dúvidas, muito mais interessante do que espalhar através de armas químicas o medo e a morte a inocentes como temos visto em algumas regiões desse planeta.
O filme nos mostra um estudante de medicina, que como milhares de outros acaba de entrar na universidade, e procura em seus professores a resposta para suas várias dúvidas a respeito da formação profissional, seu nome é Patch Adams (vivido por Robin Williams que tem, mais uma vez, a capacidade de nos fazer rir e chorar).
A observação dos mestres em ação, de suas atitudes, e principalmente da forma como eles se relacionam com seus pacientes desperta em Patch a consciência de que aos tratamentos médicos falta um quesito fundamental, a humanidade, entendida como respeito, apreço, consideração, estima e calor humano da parte dos médicos em relação a seus pacientes (e, mesmo, em termos da forma como interagem com as enfermeiras).
Patch percebe que o distanciamento dos doutores no tratamento de seus pacientes pode estar provocando repercussões não percebidas a "olho nu" que revertem negativamente na recuperação dos doentes. De que adiantam todos aqueles equipamentos modernos e caros, remédios de última geração, ambientes sofisticados e limpos como os dos hospitais norte-americanos (é fundamental, convenhamos, que os setores da saúde disponham desses recursos todos, coisa que em nossa pátria amada Brasil não acontece) se não há por parte dos responsáveis pelo tratamento uma aproximação em relação a seus pacientes? O distanciamento e o pouco caso dos profissionais da área podem causar malefícios a saúde de seus pacientes é o que, em última análise, conclui o jovem estudante.
Chegar a essa idéia não foi difícil, complicado pode ser reverter esse quadro.
Como fazer com que o pedestal que separa médicos e pessoas em tratamento seja destruído? De que forma podemos tornar mais humanos nossos especialistas em saúde para que eles consigam com atitudes e presença ajudar a reverter por completo o drama de muitos de seus pacientes? Me lembro bem de um relato de uma enfermeira a respeito da forma cruel como foram tratados os primeiros pacientes internados em virtude do vírus HIV (aids), distanciados dos médicos e de seus auxiliares, separados por portas e vidros de seus parentes, agonizavam até a morte sem ao menos um carinho, uma presença, uma palavra de conforto.
O brilhantismo de Patch permitiu a ele criar um movimento que, depois, acabou por se espalhar por todo o território norte-americano e, posteriormente, para várias regiões desse vasto mundo em que vivemos (inclusive o Brasil), chamado "doutores da alegria", que consiste na visita aos enfermos por parte de médicos treinados para fazer rir, para tirar de dentro dos doentes uma força adicional, para buscar em cada um deles uma energia extra que permita-lhes ficar um pouco mais fortes e combater com mais ênfase suas doenças.
Os "anticorpos" propostos pelo personagem de Williams, contidos nessa atitude benevolente, de paciência, de relacionamentos calorosos e de bom astral e humor, não foram bem aceitos logo de princípio, muitos médicos relutaram (há resistências até hoje) como transparece no filme, em abandonar suas auras de cidadãos especiais, dotados de super-poderes e, por isso mesmo, passíveis de uma conduta que muitas vezes chegava mesmo a causar constrangimento a seus pacientes (é óbvio que, como em qualquer profissão, há médicos que não se utilizam de suas prerrogativas para se sentir acima dos demais mortais, assim como é patente que o conhecimento que possuem, por lhes permitir salvar vidas, lhes confere esse status ao qual nos referimos). Abaixo a prepotência, viva a humildade e o respeito.
Transferindo a situação das alas hospitalares para os corredores das escolas em que trabalhamos, surgem dúvidas como:- Quantas vezes essa idéia de superioridade não nos afasta, professores, de nossos alunos? Quantos casos detectados de alunos-problemas que, em nossos dizeres, não tem mais solução, poderiam ser solucionados se abandonássemos essa atitude de prepotência em nossas aulas e no relacionamento com os estudantes? Será que nós, profissionais da educação, também não cometemos os mesmos pecados percebidos no filme "Patch Adams" entre os médicos?
O filme nos provoca e estimula no sentido de fazer com que nos mobilizemos em favor de uma atitude mais respeitosa em relação aos outros, desperta a solidariedade numa época em que se fala tanto em ajudar as pessoas que precisam, incentiva os jovens (não só eles, nós também) a partir de um exemplo vitorioso e real (o filme baseia-se em fatos verídicos, o que aumenta sua credibilidade junto ao público) a participar de ações voluntárias e, nos mostra que precisamos dos outros, que não podemos nos isolar, que devemos estender a mão na direção dos demais seres humanos pois também contamos com seu auxílio. Um grande exemplo!
Ficha Técnica
Patch Adams - O amor é contagioso
Patch Adams)
País/Ano de produção: EUA, 1998
Duração/Gênero: 115 min., drama
Distribuição: Universal (UIP)
Direção de Tom Shadyac Roteiro de Steve Oedekerk
Elenco: Robin Williams, Daniel London, Monica Potter, Philip Seymour Hoffman.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Como ajudar seu filho a conviver com as diferenças?
Foto: Getty Images
Pedagogos explicam que um dos principais pontos na educação inclusiva está na quebra dos preconceitos em casa.
No Brasil, há mais de 385 mil alunos com necessidades especiais inscritos em escolas regulares do ensino público. Mesmo em minoria, eles apresentam um mundo diferente para os outros
alunos, abrem espaços para novos tipos de interação e de relacionamento. Mas a questão é: será que apenas inserir as crianças com necessidades especiais em escolas comuns – um conceito chamado de educação inclusiva – faz com que as outras crianças consigam aceitá-los?
“A escola é o segundo modelo de sociedade com que a criança tem contato”, diz o professor William Sanches, autor do livro “Mais Respeito!” (Editora Mundo Mirim). “O primeiro modelo de sociedade vem da família”, completa. Sanches explica que as crianças mais novas tendem a tomar tudo que seus pais falam como verdades. Por isso, quando os pais demonstram preconceito, os filhos têm mais propensão a seguir este pensamento.
Maria das Dores Nunes, coordenadora pedagógica da Escola Estadual Clarisse Fecury, em Rio Branco, no Acre, afirma que uma das principais barreiras para o trabalho de educação inclusiva no local foi o preconceito dos pais. Neste ano, a escola ganhou o prêmio “Experiências Educacionais Inclusivas” do MEC e da Organização dos Estados Ibero-americanos, por causa de seus projetos efetivos de inclusão educacional. Nem sempre foi assim. Maria das Dores diz que, em 2004, quando a escola começou a colocar alunos especiais nas salas regulares, os pais das crianças estranharam. “No início não foi bem aceito, porque os pais dos alunos não tinham conhecimento sobre as condições destas crianças especiais”, fala.
Para fugir da hostilidade e do preconceito, a escola acreana optou por dar palestras e fazer reuniões com os pais das crianças. Segundo William Sanches, quando os pais aprendem sobre as condições destas crianças, conseguem encará-las com maior naturalidade – ato que será imitado pelos filhos. “O pai tem que ter consciência da naturalidade com que encara os fatos, para que a criança aja no mundo também de maneira natural”, afirma Sanches.
Nada de pena
De acordo com a coordenadora pedagógica do colégio paulistano Equipe, Luciana Bittencourt, as crianças menores tendem a encarar os alunos especiais com mais naturalidade. “As crianças menores veem que é uma pessoa como qualquer outra, com suas habilidades e suas dificuldades”, aponta. Sanches explica que quando as crianças crescem, alguns conceitos permanecem enraizados. Dessa forma, fica mais complicado mudá-los.
William Sanches e Maria das Dores concordam: um ponto importante, que deve ser discutido em casa, é o fato de que estes alunos especiais não devem ser vistos com um sentimento de pena. Afinal, a educação inclusiva busca também desenvolver ao máximo a independência das crianças portadoras de necessidades especiais. Se as outras crianças sentem dó e se prontificam a fazer tudo por elas, esse objetivo não será atingido. Sanches explica que os pais devem “mostrar para os filhos como eles podem ajudar de uma maneira solidária, mostrar para elas que as crianças especiais podem fazer as atividades ditas ‘normais’”, completa.
No final das contas, diz Sanches, ensinar uma criança a aceitar alguém com necessidades especiais não é diferente de ensiná-la a tratar pessoas fora dos padrões estabelecidos. Como educadora, Luciana ressalta que, para as crianças, esta é uma relação muito benéfica. “A diversidade amplia o repertório das relações. Certamente, no futuro, estas crianças serão pessoas que não sentirão necessidades de seguir os padrões”, completa.
Educação inclusiva: as crianças observam o modelo dos pais para lidar com o diferente.
Camila de Lira, iG São Paulo
Pedagogos explicam que um dos principais pontos na educação inclusiva está na quebra dos preconceitos em casa.
No Brasil, há mais de 385 mil alunos com necessidades especiais inscritos em escolas regulares do ensino público. Mesmo em minoria, eles apresentam um mundo diferente para os outros
alunos, abrem espaços para novos tipos de interação e de relacionamento. Mas a questão é: será que apenas inserir as crianças com necessidades especiais em escolas comuns – um conceito chamado de educação inclusiva – faz com que as outras crianças consigam aceitá-los?
“A escola é o segundo modelo de sociedade com que a criança tem contato”, diz o professor William Sanches, autor do livro “Mais Respeito!” (Editora Mundo Mirim). “O primeiro modelo de sociedade vem da família”, completa. Sanches explica que as crianças mais novas tendem a tomar tudo que seus pais falam como verdades. Por isso, quando os pais demonstram preconceito, os filhos têm mais propensão a seguir este pensamento.
Maria das Dores Nunes, coordenadora pedagógica da Escola Estadual Clarisse Fecury, em Rio Branco, no Acre, afirma que uma das principais barreiras para o trabalho de educação inclusiva no local foi o preconceito dos pais. Neste ano, a escola ganhou o prêmio “Experiências Educacionais Inclusivas” do MEC e da Organização dos Estados Ibero-americanos, por causa de seus projetos efetivos de inclusão educacional. Nem sempre foi assim. Maria das Dores diz que, em 2004, quando a escola começou a colocar alunos especiais nas salas regulares, os pais das crianças estranharam. “No início não foi bem aceito, porque os pais dos alunos não tinham conhecimento sobre as condições destas crianças especiais”, fala.
Para fugir da hostilidade e do preconceito, a escola acreana optou por dar palestras e fazer reuniões com os pais das crianças. Segundo William Sanches, quando os pais aprendem sobre as condições destas crianças, conseguem encará-las com maior naturalidade – ato que será imitado pelos filhos. “O pai tem que ter consciência da naturalidade com que encara os fatos, para que a criança aja no mundo também de maneira natural”, afirma Sanches.
Nada de pena
De acordo com a coordenadora pedagógica do colégio paulistano Equipe, Luciana Bittencourt, as crianças menores tendem a encarar os alunos especiais com mais naturalidade. “As crianças menores veem que é uma pessoa como qualquer outra, com suas habilidades e suas dificuldades”, aponta. Sanches explica que quando as crianças crescem, alguns conceitos permanecem enraizados. Dessa forma, fica mais complicado mudá-los.
William Sanches e Maria das Dores concordam: um ponto importante, que deve ser discutido em casa, é o fato de que estes alunos especiais não devem ser vistos com um sentimento de pena. Afinal, a educação inclusiva busca também desenvolver ao máximo a independência das crianças portadoras de necessidades especiais. Se as outras crianças sentem dó e se prontificam a fazer tudo por elas, esse objetivo não será atingido. Sanches explica que os pais devem “mostrar para os filhos como eles podem ajudar de uma maneira solidária, mostrar para elas que as crianças especiais podem fazer as atividades ditas ‘normais’”, completa.
No final das contas, diz Sanches, ensinar uma criança a aceitar alguém com necessidades especiais não é diferente de ensiná-la a tratar pessoas fora dos padrões estabelecidos. Como educadora, Luciana ressalta que, para as crianças, esta é uma relação muito benéfica. “A diversidade amplia o repertório das relações. Certamente, no futuro, estas crianças serão pessoas que não sentirão necessidades de seguir os padrões”, completa.
Educação inclusiva: as crianças observam o modelo dos pais para lidar com o diferente.
Camila de Lira, iG São Paulo
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Frazes de Reflexao
A grande ciência da vida é aprender a recomeçar. Recomeçar com confiança e entusiasmo." (Lições de Dorina Gouveia Nowill - Para quem quer ver além)
..."Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem"......"O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido"... (Rubem Alves)
"O conhecimento partilhado em igualdade de condições, com todos, deve ser a motivação de nossa existência" (anônimo)
"Nós não devemos deixar que as incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas habilidades." ( Hallahan e Kauffman, 1994)
"Inclusão é sair das escolas dos diferentes e promover a escola das diferenças" (Mantoan)
"Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais". (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH)
"Quando perdemos o direito de ser diferentes perdemos o privilégio de sermos livres". (anônimo)
"É apenas com o coração que se pode ver direito; o essencial é invisível aos olhos."
(Antoine de Saint Exupéry)
"Se queres ser cego, sê-lo as...se podes olhar, vê; se podes ver, repara." (José Saramago/Ensaio sobre a cegueira)
"A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência." (Ghandi)
"Começar já, é metade da ação" (provérbio Grego)
"Se as coisas são inatingíveis, não é motivo para não querê-las. Que tristes os caminhso se não fora a presença distante das estrelas".
(Mário Quintana)
"Em qualquer circunstância existe "possibilidade infinita" (anônimo
..."Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem"......"O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido"... (Rubem Alves)
"O conhecimento partilhado em igualdade de condições, com todos, deve ser a motivação de nossa existência" (anônimo)
"Nós não devemos deixar que as incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas habilidades." ( Hallahan e Kauffman, 1994)
"Inclusão é sair das escolas dos diferentes e promover a escola das diferenças" (Mantoan)
"Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais". (Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH)
"Quando perdemos o direito de ser diferentes perdemos o privilégio de sermos livres". (anônimo)
"É apenas com o coração que se pode ver direito; o essencial é invisível aos olhos."
(Antoine de Saint Exupéry)
"Se queres ser cego, sê-lo as...se podes olhar, vê; se podes ver, repara." (José Saramago/Ensaio sobre a cegueira)
"A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência." (Ghandi)
"Começar já, é metade da ação" (provérbio Grego)
"Se as coisas são inatingíveis, não é motivo para não querê-las. Que tristes os caminhso se não fora a presença distante das estrelas".
(Mário Quintana)
"Em qualquer circunstância existe "possibilidade infinita" (anônimo
segunda-feira, 26 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O que você pode fazer para vivenciar e propagar a inclusão?
Acredito que o primeiro passo seja tomar consciência dessa realidade. Caso ainda tenha uns "pequenos preconceitos" em sua alma, sugiro que tente passar uma esponja de aço para removê-los. O que acha? Mas vá devagar, pois mudar é um momento difícil, um momento o qual você precisa viver plenamente. Acima de tudo respeite seu tempo, seu repertório, e tudo o que você está acostumado a ver, sentir, dizer e fazer. Acredito que tudo o que é aprendido de verdade nunca esquecemos. Ter paciência e perseverança pode ser um bom começo.
Todos os dias eu me proponho a experimentar uma nova forma de ver o mundo com mais dedicação e amor. Isso é maravilhoso e gratificante! Tenho um metro de altura, uso um par de muletas para me locomover, convivo com a fragilidade óssea do meu corpo, uso uma cadeira de rodas para percorrer grandes distâncias, e ainda enfrento muitas dificuldades físicas. Porém com certeza, o mais trabalhoso é mostrar ao mundo que posso exercer minha cidadania. E apesar de viver ainda com o grande apoio da família, sou formada em Comunicação Social, trabalho como jornalista, pratico esporte, namoro, viajo, passeio, pago meu plano de saúde e algumas outras despesas. Luto a cada dia por minha autonomia, em um país ainda desinformado a respeito das características diversas de todos nós.
Sugiro que caso você ainda não tenha muita ou nenhuma convivência com alguma pessoa com deficiência, ou quando se sentir incomodado e sem jeito - não sabendo como reagir diante do que lhe parece "diferente" - o melhor a fazer é ter uma atitude humilde e sensata o bastante, para expressar o que você está sentido no momento. O diálogo pode ser um ótimo caminho. Caso tenha dúvidas, simplesmente pergunte.
E lembre-se que as pessoas com alguma deficiência não podem ser consideradas heróis ou coitadinhas! Elas são iguais a todo mundo na medida de suas diferenças: choram, riem, ficam tristes, são alegres, podem ser agressivas ou amigáveis, são impáticas ou antipáticas, amáveis ou amargas, entre outros tantos sentimentos. Portanto, podem ter qualquer reação ao perceber que você nunca esteve perto de uma pessoa considerada "diferente", como ela. Tudo vai depender, do repertório de vida que ela também tem, por isso, creio ser importante não ter medo de arriscar. Ser sincero e estar disposto a aceitá-la como ela é, pode ser um ótimo começo. Vocês acham que se aproximar naturalmente dentro da situação a qual estão vivendo também é uma boa idéia?
Por exemplo, se estiverem cursando a mesma escola e/ou trabalho, inclua-a em suas atividades (caso ela se sinta excluída), e pergunte se é necessário, quando, e qual a melhor forma de auxiliá-la a fazer parte do ambiente em que está com conforto, segurança e naturalidade. O resto vai fluir como um rio seguindo o seu curso. E quando menos esperar creio que o preconceito desaparecerá de sua mente...
Agora, se você já tem um certo tempo de convívio (e se ele é saudável) com essas pessoas, pode ser muito importante continuar apoiando a sua causa. Afinal, ela ainda está mais distante do que a sua em relação a uma completa inclusão na sociedade. E caso seja possível, participar dos movimentos sociais e das políticas afirmativas que asseguram seus direitos, creio ser outra boa alternativa.
Por isso, além de respeitar seus direitos, (como por exemplos, não estacionando seu carro nas vagas demarcadas com o Símbolo Internacional de Acesso - destinadas às pessoas que necessitam de um espaço maior para manobrar sua cadeira de rodas), eu sugiro que vocês procurem os órgãos públicos como: os Conselhos Municipais e Estaduais da Pessoa com Deficiência, e coordenadorias sociais, (entre elas a de Direitos Humanos), o Ministério Público, Ministério do Trabalho e/ou da Educação, a Ordem dos Advogados do Brasil, as sub-prefeituras, as associações de bairro, ONGs, empresas, e principalmente as mídias (TV, rádio, jornal, revista, internet) que atuam em prol da inclusão social, para buscar informações, denunciar discriminações e/ou falta de acessibilidade em sua escola, faculdade, trabalho, rua, bairro, cidade, estado, país, entre outros lugares. Ações como essa são fundamentais! 2004 foi definido o "Ano Ibero-americano da Pessoa com Deficiência" na última reunião da Cúpula dos Chefes de Estados dos Países Ibero-Americanos, da qual o Brasil é membro, com mais 21 países. A União Européia também instituiu 2003 como o "Ano Europeu da Pessoa Deficiente". E não esqueça que Dia 3 de Dezembro foi instituído pela ONU, em 1992, como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (mais informações no link: http://www.cedipod.org.br/Dia3.htm .)
Bom, depois de se informar um pouco sobre esse importante tema lendo esse artigo, o que você está esperando? Mãos a obra! Faça algo para propagar a Inclusão. Você pode construir um Brasil mais HUMANO. E viva a DIFERENÇA!
* Leandra Migotto Certeza é escritora, produtora editorial, jornalista (MTb 40546), Consultora em Inclusão Social (Caleidoscópio Comunicações), e Diretora de Divulgação da Associação Brasileira de Osteogenesis Imperfecta
Todos os dias eu me proponho a experimentar uma nova forma de ver o mundo com mais dedicação e amor. Isso é maravilhoso e gratificante! Tenho um metro de altura, uso um par de muletas para me locomover, convivo com a fragilidade óssea do meu corpo, uso uma cadeira de rodas para percorrer grandes distâncias, e ainda enfrento muitas dificuldades físicas. Porém com certeza, o mais trabalhoso é mostrar ao mundo que posso exercer minha cidadania. E apesar de viver ainda com o grande apoio da família, sou formada em Comunicação Social, trabalho como jornalista, pratico esporte, namoro, viajo, passeio, pago meu plano de saúde e algumas outras despesas. Luto a cada dia por minha autonomia, em um país ainda desinformado a respeito das características diversas de todos nós.
Sugiro que caso você ainda não tenha muita ou nenhuma convivência com alguma pessoa com deficiência, ou quando se sentir incomodado e sem jeito - não sabendo como reagir diante do que lhe parece "diferente" - o melhor a fazer é ter uma atitude humilde e sensata o bastante, para expressar o que você está sentido no momento. O diálogo pode ser um ótimo caminho. Caso tenha dúvidas, simplesmente pergunte.
E lembre-se que as pessoas com alguma deficiência não podem ser consideradas heróis ou coitadinhas! Elas são iguais a todo mundo na medida de suas diferenças: choram, riem, ficam tristes, são alegres, podem ser agressivas ou amigáveis, são impáticas ou antipáticas, amáveis ou amargas, entre outros tantos sentimentos. Portanto, podem ter qualquer reação ao perceber que você nunca esteve perto de uma pessoa considerada "diferente", como ela. Tudo vai depender, do repertório de vida que ela também tem, por isso, creio ser importante não ter medo de arriscar. Ser sincero e estar disposto a aceitá-la como ela é, pode ser um ótimo começo. Vocês acham que se aproximar naturalmente dentro da situação a qual estão vivendo também é uma boa idéia?
Por exemplo, se estiverem cursando a mesma escola e/ou trabalho, inclua-a em suas atividades (caso ela se sinta excluída), e pergunte se é necessário, quando, e qual a melhor forma de auxiliá-la a fazer parte do ambiente em que está com conforto, segurança e naturalidade. O resto vai fluir como um rio seguindo o seu curso. E quando menos esperar creio que o preconceito desaparecerá de sua mente...
Agora, se você já tem um certo tempo de convívio (e se ele é saudável) com essas pessoas, pode ser muito importante continuar apoiando a sua causa. Afinal, ela ainda está mais distante do que a sua em relação a uma completa inclusão na sociedade. E caso seja possível, participar dos movimentos sociais e das políticas afirmativas que asseguram seus direitos, creio ser outra boa alternativa.
Por isso, além de respeitar seus direitos, (como por exemplos, não estacionando seu carro nas vagas demarcadas com o Símbolo Internacional de Acesso - destinadas às pessoas que necessitam de um espaço maior para manobrar sua cadeira de rodas), eu sugiro que vocês procurem os órgãos públicos como: os Conselhos Municipais e Estaduais da Pessoa com Deficiência, e coordenadorias sociais, (entre elas a de Direitos Humanos), o Ministério Público, Ministério do Trabalho e/ou da Educação, a Ordem dos Advogados do Brasil, as sub-prefeituras, as associações de bairro, ONGs, empresas, e principalmente as mídias (TV, rádio, jornal, revista, internet) que atuam em prol da inclusão social, para buscar informações, denunciar discriminações e/ou falta de acessibilidade em sua escola, faculdade, trabalho, rua, bairro, cidade, estado, país, entre outros lugares. Ações como essa são fundamentais! 2004 foi definido o "Ano Ibero-americano da Pessoa com Deficiência" na última reunião da Cúpula dos Chefes de Estados dos Países Ibero-Americanos, da qual o Brasil é membro, com mais 21 países. A União Européia também instituiu 2003 como o "Ano Europeu da Pessoa Deficiente". E não esqueça que Dia 3 de Dezembro foi instituído pela ONU, em 1992, como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (mais informações no link: http://www.cedipod.org.br/Dia3.htm .)
Bom, depois de se informar um pouco sobre esse importante tema lendo esse artigo, o que você está esperando? Mãos a obra! Faça algo para propagar a Inclusão. Você pode construir um Brasil mais HUMANO. E viva a DIFERENÇA!
* Leandra Migotto Certeza é escritora, produtora editorial, jornalista (MTb 40546), Consultora em Inclusão Social (Caleidoscópio Comunicações), e Diretora de Divulgação da Associação Brasileira de Osteogenesis Imperfecta
O que é deficiência, inclusão e desenho universal?
Para tentar entender o que significam estes conceitos, coloque-se apenas um minuto no lugar de quem tem uma deficiência! Relembre as questões sobre acessibilidade do subtítulo anterior. Creio que suas respostas são suficientes para observar como é difícil viver sem Desenho Universal, conceito que analisaremos mais adiante. Agora, o que você acha mais oneroso, prevenir ou remediar?
Arquitetos afirmam, que o investimento na construção de espaços seguindo a NBR 9050 ( www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/normas_abnt.asp ) elaborada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT é menor do que adaptar os locais depois. Porém, é obrigatório que todos os lugares públicos ou privados sejam acessíveis, independentemente, de quando foram construídos. O brasileiro é tão criativo, pois a maioria das adaptações feitas para as pessoas com deficiência são com materiais simples, ecológicos, e principalmente muito econômicos. Como exemplo, temos as prefeituras de cidades históricas tombadas pelo governo, como Olinda, que estão encontrando soluções para que prédios antigos sejam visitados por todos os cidadãos (mais informações: facilacesso@crea.org.br). E sabem, por quê?
A acessibilidade não atrapalha em absolutamente nada a vida de quem não tem deficiência. E serve para qualquer pessoa, inclusive: obesos, idosos, gestantes, mães com crianças no colo, ou pessoas que estão temporariamente usando um par de muletas, porque quebrou um pé, por exemplo. Então, não seria muito mais confortável deixarmos de levantar o carrinho do bebê para conseguirmos subir uma guia? Uma porta mais larga nas agências bancárias vai mudar alguma coisa em sua vida? Subir uma rampa em vez de uma escada, faz alguma diferença para que você consiga entrar no supermercado? Um elevador que tem dispositivo de voz anunciando os andares, também não seria útil para idosos com dificuldades visuais? Crianças não terão mais facilidade em alcançar um bebedouro mais baixo?
Sabe porque todas as suas respostas (eu presumo) foram positivas? "Pois o conceito de Desenho Universal parte do que há de comum entre as pessoas: as potencialidades e a diversidade. Ao invés de se dar ênfase na adaptação do indivíduo aos espaços, procura-se equiparar as oportunidades, em locais propícios ao desenvolvimento de todos, respeitando-se as características humanas das diferenças, pois as pessoas são naturalmente diversas".
Para comprovar que as pessoas são naturalmente diversas, observe com atenção cada pedacinho do seu corpo. Todos têm a mesma proporção? Escute o cantar dos pássaros. Emitem o mesmo som? E as rajadas de vento? Surgem na mesma intensidade? Não. Tudo é diferente no Planeta Terra.
Já pensou se tudo fosse igual?
Que chatice e monotonia! Afinal, com quem você iria trocar as mais variadas experiências?
Deficiência é a diferença humana - que por suas singularidades - requer atenção as suas especificidades quanto à forma de comunicação e de mobilidade, de ritmos e estilos de aprendizagem, bem como das maneiras diversas de construir o conhecimento e os relacionamentos sociais. Hoje a deficiência é vista como um fenômeno relacional social e historicamente construído, apresentando uma perspectiva diferente da concepção tradicional, centrada no aspecto de falta na fisiologia humana . Em 2002, a CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - http://hygeia.fsp.usp.br/cbcd/cifWeb.htm ) da Organização Mundial de Saúde re-classificou as diversas deficiências. A CIF mede a capacidade dessas pessoas em diferentes níveis de dificuldades relacionadas às tarefas do cotidiano, e não somente avalia a incapacidade gerada pelo seu déficit fisiológico, como no antigo Código Internacional de Doenças - CID.
Arquitetos afirmam, que o investimento na construção de espaços seguindo a NBR 9050 ( www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/normas_abnt.asp ) elaborada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT é menor do que adaptar os locais depois. Porém, é obrigatório que todos os lugares públicos ou privados sejam acessíveis, independentemente, de quando foram construídos. O brasileiro é tão criativo, pois a maioria das adaptações feitas para as pessoas com deficiência são com materiais simples, ecológicos, e principalmente muito econômicos. Como exemplo, temos as prefeituras de cidades históricas tombadas pelo governo, como Olinda, que estão encontrando soluções para que prédios antigos sejam visitados por todos os cidadãos (mais informações: facilacesso@crea.org.br). E sabem, por quê?
A acessibilidade não atrapalha em absolutamente nada a vida de quem não tem deficiência. E serve para qualquer pessoa, inclusive: obesos, idosos, gestantes, mães com crianças no colo, ou pessoas que estão temporariamente usando um par de muletas, porque quebrou um pé, por exemplo. Então, não seria muito mais confortável deixarmos de levantar o carrinho do bebê para conseguirmos subir uma guia? Uma porta mais larga nas agências bancárias vai mudar alguma coisa em sua vida? Subir uma rampa em vez de uma escada, faz alguma diferença para que você consiga entrar no supermercado? Um elevador que tem dispositivo de voz anunciando os andares, também não seria útil para idosos com dificuldades visuais? Crianças não terão mais facilidade em alcançar um bebedouro mais baixo?
Sabe porque todas as suas respostas (eu presumo) foram positivas? "Pois o conceito de Desenho Universal parte do que há de comum entre as pessoas: as potencialidades e a diversidade. Ao invés de se dar ênfase na adaptação do indivíduo aos espaços, procura-se equiparar as oportunidades, em locais propícios ao desenvolvimento de todos, respeitando-se as características humanas das diferenças, pois as pessoas são naturalmente diversas".
Para comprovar que as pessoas são naturalmente diversas, observe com atenção cada pedacinho do seu corpo. Todos têm a mesma proporção? Escute o cantar dos pássaros. Emitem o mesmo som? E as rajadas de vento? Surgem na mesma intensidade? Não. Tudo é diferente no Planeta Terra.
Já pensou se tudo fosse igual?
Que chatice e monotonia! Afinal, com quem você iria trocar as mais variadas experiências?
Deficiência é a diferença humana - que por suas singularidades - requer atenção as suas especificidades quanto à forma de comunicação e de mobilidade, de ritmos e estilos de aprendizagem, bem como das maneiras diversas de construir o conhecimento e os relacionamentos sociais. Hoje a deficiência é vista como um fenômeno relacional social e historicamente construído, apresentando uma perspectiva diferente da concepção tradicional, centrada no aspecto de falta na fisiologia humana . Em 2002, a CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - http://hygeia.fsp.usp.br/cbcd/cifWeb.htm ) da Organização Mundial de Saúde re-classificou as diversas deficiências. A CIF mede a capacidade dessas pessoas em diferentes níveis de dificuldades relacionadas às tarefas do cotidiano, e não somente avalia a incapacidade gerada pelo seu déficit fisiológico, como no antigo Código Internacional de Doenças - CID.
Integração e Inclusão
"A noção de integração tem sido compreendida de diversas maneiras, quando aplicada à escola. Os diversos significados que lhe são atribuídos devem-se ao uso do termo para expressar fins diferentes, sejam eles pedagógicos, sociais, filosóficos e outros. O emprego do vocábulo é encontrado até mesmo para designar alunos agrupados em escolas especiais para deficientes, ou mesmo em classses especiais, grupos de lazer, residências para deficientes.
Por tratar-se de um constructo histórico recente, que data dos anos 60, a integração sofreu a influência dos movimentos que caracterizaram e reconsideraram outras idéias, como as de escola, "A noção de integração tem sido compreendida de diversas maneiras, quando aplicada à escola.
"A noção de integração tem sido compreendida de diversas maneiras, quando aplicada à escola. Os diversos significados que lhe são atribuídos devem-se ao uso do termo para expressar fins diferentes, sejam eles pedagógicos, sociais, filosóficos e outros. O emprego do vocábulo é encontrado até mesmo para designar alunos agrupados em escolas especiais para deficientes, ou mesmo em classes especiais, grupos de lazer, residências para deficientes.
Por tratar-se de um constructo histórico recente, que data dos anos 60, a integração sofreu a influência dos movimentos que caracterizaram e reconsideraram outras idéias, como as de escola, sociedade, educação.
O número crescente de estudos referentes à integração escolar e o emprego generalizado do termo têm levado a muita confusão a respeito das idéias que cada caso encerra.
Os movimentos em favor da integração de crianças com deficiência surgiram nos países nórdicos, na década de 60, quando se questionaram as práticas sociais e escolares de segregação, assim como as atitudes sociais em relação às pessoas com deficiência intelectual.
Uma das opções de integração escolar denomina-se mainstreaming, ou seja, "corrente principal" e seu sentido é análogo a um canal educativo geral, que em seu fluxo vai carregando todo tipo de aluno com ou sem capacidade ou necessidade específica. O aluno com deficiência mental ou com dificuldades de aprendizagem, pelo conceito referido, deve ter acesso à educação, sua formação sendo adaptada às suas necessidades específicas. Existe um leque de possibilidades e de serviços disponíveis aos alunos, que vai da inserção nas classes regulares ao ensino em escolas especiais. Este processo de integração se traduz por uma estrutura intitulada sistema de cascata, que deve favorecer o "ambiente o menos restritivo possível", oportunizando ao aluno, em todas as etapas da integração, transitar no "sistema", da classse regular ao ensino especial. Trata-se de uma concepção de integração parcial, porque a cascata prevê serviços segregados que não ensejam o alcance dos objetivos da normalização. De fato, os alunos que se encontram em serviços segregados muito raramente se deslocam para os menos segregados e, raramente, às classes regulares. A crítica mais forte ao sistema de cascata e às politicas de integração do tipo mainstreaming afirma que a escola oculta seu fracasso, isolando os alunos e só integrando os que não constituem um desafio à sua competência.
Nas situações de mainstreaming nem todos os alunos cabem e os elegíveis para a integração são os que foram avaliados por instrumentos e profissionais supostamente objetivos. O sistema se baseia na individualização dos programas instrucionais, os quais devem se adaptar às necessidades de cada um dos alunos, com deficiência ou não.
A outra opção de inserção é a inclusão, que questiona não somente as políticas e a organização da educação especial e regular, mas também o conceito de integração - mainstreaming. A noção de inclusão não é incompatível com a de integração, porém institue a inserção de uma forma mais radical, completa e sistemática. O conceito se refere à vida social e educativa e todos os alunos devem ser incluídos nas escolas regulares e não somente colocados na "corrente principal". O vocábulo integração é abandonado, uma vez que o objetivo é incluir um aluno ou um grupo de alunos que já foram anteriormente excluídos; a meta primordial da inclusão é a de não deixar ninguém no exterior do ensino regular, desde o começo. As escolas inclusivas propõem um modo de se constituir o sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades.
A inclusão causa uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apoia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral.
O impacto desta concepção é considerável, porque ela supõe a abolição completa dos serviços segregados.
A metáfora da inclusão é a do caleidoscópio. Esta imagem foi muito bem descrita por dois entusiastas do movimento inclusivo do Canadá, Forest e Lusthaus, em 1987 como segue: "O caleidoscópio precisa de todos os pedaços que o compõem. Quando se retira pedaços dele, o desenho se torna menos complexo, menos rico. As crianças se desenvolvem, aprendem e evoluem melhor em um ambiente rico e variado".
Profª Maria Tereza Egler Mantoan
Por tratar-se de um constructo histórico recente, que data dos anos 60, a integração sofreu a influência dos movimentos que caracterizaram e reconsideraram outras idéias, como as de escola, "A noção de integração tem sido compreendida de diversas maneiras, quando aplicada à escola.
"A noção de integração tem sido compreendida de diversas maneiras, quando aplicada à escola. Os diversos significados que lhe são atribuídos devem-se ao uso do termo para expressar fins diferentes, sejam eles pedagógicos, sociais, filosóficos e outros. O emprego do vocábulo é encontrado até mesmo para designar alunos agrupados em escolas especiais para deficientes, ou mesmo em classes especiais, grupos de lazer, residências para deficientes.
Por tratar-se de um constructo histórico recente, que data dos anos 60, a integração sofreu a influência dos movimentos que caracterizaram e reconsideraram outras idéias, como as de escola, sociedade, educação.
O número crescente de estudos referentes à integração escolar e o emprego generalizado do termo têm levado a muita confusão a respeito das idéias que cada caso encerra.
Os movimentos em favor da integração de crianças com deficiência surgiram nos países nórdicos, na década de 60, quando se questionaram as práticas sociais e escolares de segregação, assim como as atitudes sociais em relação às pessoas com deficiência intelectual.
Uma das opções de integração escolar denomina-se mainstreaming, ou seja, "corrente principal" e seu sentido é análogo a um canal educativo geral, que em seu fluxo vai carregando todo tipo de aluno com ou sem capacidade ou necessidade específica. O aluno com deficiência mental ou com dificuldades de aprendizagem, pelo conceito referido, deve ter acesso à educação, sua formação sendo adaptada às suas necessidades específicas. Existe um leque de possibilidades e de serviços disponíveis aos alunos, que vai da inserção nas classes regulares ao ensino em escolas especiais. Este processo de integração se traduz por uma estrutura intitulada sistema de cascata, que deve favorecer o "ambiente o menos restritivo possível", oportunizando ao aluno, em todas as etapas da integração, transitar no "sistema", da classse regular ao ensino especial. Trata-se de uma concepção de integração parcial, porque a cascata prevê serviços segregados que não ensejam o alcance dos objetivos da normalização. De fato, os alunos que se encontram em serviços segregados muito raramente se deslocam para os menos segregados e, raramente, às classes regulares. A crítica mais forte ao sistema de cascata e às politicas de integração do tipo mainstreaming afirma que a escola oculta seu fracasso, isolando os alunos e só integrando os que não constituem um desafio à sua competência.
Nas situações de mainstreaming nem todos os alunos cabem e os elegíveis para a integração são os que foram avaliados por instrumentos e profissionais supostamente objetivos. O sistema se baseia na individualização dos programas instrucionais, os quais devem se adaptar às necessidades de cada um dos alunos, com deficiência ou não.
A outra opção de inserção é a inclusão, que questiona não somente as políticas e a organização da educação especial e regular, mas também o conceito de integração - mainstreaming. A noção de inclusão não é incompatível com a de integração, porém institue a inserção de uma forma mais radical, completa e sistemática. O conceito se refere à vida social e educativa e todos os alunos devem ser incluídos nas escolas regulares e não somente colocados na "corrente principal". O vocábulo integração é abandonado, uma vez que o objetivo é incluir um aluno ou um grupo de alunos que já foram anteriormente excluídos; a meta primordial da inclusão é a de não deixar ninguém no exterior do ensino regular, desde o começo. As escolas inclusivas propõem um modo de se constituir o sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades.
A inclusão causa uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apoia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral.
O impacto desta concepção é considerável, porque ela supõe a abolição completa dos serviços segregados.
A metáfora da inclusão é a do caleidoscópio. Esta imagem foi muito bem descrita por dois entusiastas do movimento inclusivo do Canadá, Forest e Lusthaus, em 1987 como segue: "O caleidoscópio precisa de todos os pedaços que o compõem. Quando se retira pedaços dele, o desenho se torna menos complexo, menos rico. As crianças se desenvolvem, aprendem e evoluem melhor em um ambiente rico e variado".
Profª Maria Tereza Egler Mantoan
terça-feira, 29 de junho de 2010
INCLUSÃO
I nteligente
N ação
C oordena
L indos projetos
U nem forças
S aindo
à cada dia de
O nde nunca deveria ter entrado.
È a Operação Inclusão.
Assinar:
Comentários (Atom)



