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Sou Voluntaria da Inclusão Social, e batalho para derrubar os preconceitos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O que é deficiência, inclusão e desenho universal?

Para tentar entender o que significam estes conceitos, coloque-se apenas um minuto no lugar de quem tem uma deficiência! Relembre as questões sobre acessibilidade do subtítulo anterior. Creio que suas respostas são suficientes para observar como é difícil viver sem Desenho Universal, conceito que analisaremos mais adiante. Agora, o que você acha mais oneroso, prevenir ou remediar?
Arquitetos afirmam, que o investimento na construção de espaços seguindo a NBR 9050 ( www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/normas_abnt.asp ) elaborada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT é menor do que adaptar os locais depois. Porém, é obrigatório que todos os lugares públicos ou privados sejam acessíveis, independentemente, de quando foram construídos. O brasileiro é tão criativo, pois a maioria das adaptações feitas para as pessoas com deficiência são com materiais simples, ecológicos, e principalmente muito econômicos. Como exemplo, temos as prefeituras de cidades históricas tombadas pelo governo, como Olinda, que estão encontrando soluções para que prédios antigos sejam visitados por todos os cidadãos (mais informações: facilacesso@crea.org.br). E sabem, por quê?
A acessibilidade não atrapalha em absolutamente nada a vida de quem não tem deficiência. E serve para qualquer pessoa, inclusive: obesos, idosos, gestantes, mães com crianças no colo, ou pessoas que estão temporariamente usando um par de muletas, porque quebrou um pé, por exemplo. Então, não seria muito mais confortável deixarmos de levantar o carrinho do bebê para conseguirmos subir uma guia? Uma porta mais larga nas agências bancárias vai mudar alguma coisa em sua vida? Subir uma rampa em vez de uma escada, faz alguma diferença para que você consiga entrar no supermercado? Um elevador que tem dispositivo de voz anunciando os andares, também não seria útil para idosos com dificuldades visuais? Crianças não terão mais facilidade em alcançar um bebedouro mais baixo?
Sabe porque todas as suas respostas (eu presumo) foram positivas? "Pois o conceito de Desenho Universal parte do que há de comum entre as pessoas: as potencialidades e a diversidade. Ao invés de se dar ênfase na adaptação do indivíduo aos espaços, procura-se equiparar as oportunidades, em locais propícios ao desenvolvimento de todos, respeitando-se as características humanas das diferenças, pois as pessoas são naturalmente diversas".
Para comprovar que as pessoas são naturalmente diversas, observe com atenção cada pedacinho do seu corpo. Todos têm a mesma proporção? Escute o cantar dos pássaros. Emitem o mesmo som? E as rajadas de vento? Surgem na mesma intensidade? Não. Tudo é diferente no Planeta Terra.

Já pensou se tudo fosse igual?

Que chatice e monotonia! Afinal, com quem você iria trocar as mais variadas experiências?

Deficiência é a diferença humana - que por suas singularidades - requer atenção as suas especificidades quanto à forma de comunicação e de mobilidade, de ritmos e estilos de aprendizagem, bem como das maneiras diversas de construir o conhecimento e os relacionamentos sociais. Hoje a deficiência é vista como um fenômeno relacional social e historicamente construído, apresentando uma perspectiva diferente da concepção tradicional, centrada no aspecto de falta na fisiologia humana . Em 2002, a CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - http://hygeia.fsp.usp.br/cbcd/cifWeb.htm ) da Organização Mundial de Saúde re-classificou as diversas deficiências. A CIF mede a capacidade dessas pessoas em diferentes níveis de dificuldades relacionadas às tarefas do cotidiano, e não somente avalia a incapacidade gerada pelo seu déficit fisiológico, como no antigo Código Internacional de Doenças - CID.

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